O Carnaval para Além dos Blocos

O Carnaval, essa festa tão irreverente e contagiante, vai muito além dos blocos, desfiles, glitters e paetês.

Para além disso, existe um universo simbólico rico e profundo que se conecta com a nossa psique. 👇🏽

Sob a ótica da Psicologia Analítica, o Carnaval revela nosso inconsciente. É um momento em que as máscaras sociais caem e podemos explorar o que habita nosso interior, aqueles aspectos da nossa personalidade que muitas vezes ficam escondidos no dia a dia.

Assim como os rituais ancestrais, essa época do ano nos conecta com o nosso lado mais instintivo e primal. Através da música, da dança e da expressão corporal, libertamos energias reprimidas e acessamos um estado de puro êxtase e catarse, facilitando a comunicação entre o mundo interno e externo.

Carl Jung, pai da Psicologia Analítica, propôs a teoria do inconsciente coletivo, sugerindo que temos padrões universais de pensamento e comportamento, os chamados arquétipos. Nos tempos de folia, podemos observar a figura de alguns deles:

🎭 Trickster: Representado pelas figuras brincalhonas e trapaceiras do Carnaval, o Trickster desafia as normas e regras sociais, convidando-nos a questionar nossa própria identidade e valores.

👤 Sombra: O Carnaval nos permite explorar nossa sombra, aqueles aspectos de nós mesmos que negamos ou reprimimos. Através da fantasia e da máscara, podemos dar voz a esses aspectos e integrá-los à nossa personalidade.

🐈‍⬛ Anima/Animus: O período carnavalesco é um momento de libertação sexual e expressão da energia masculina e feminina presentes em todos nós.

Então podemos dizer que o Carnaval celebra a união dos opostos, integrando o sagrado e o profano, o masculino e o feminino, a sombra e a luz, o consciente e o inconsciente. É um momento de reconciliação com os diferentes aspectos da nossa psique, reconhecendo que a totalidade reside na diversidade. ✨

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